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Artigos sobre estratégia e gestão de empresas.

Definindo objetivos ambiciosos

É comum as empresas projetarem o próximo ano definindo um percentual de crescimento sobre as receitas do ano anterior. Para os que acham prudente ir mantendo o negócio, ir sobrevivendo nestes tempos difíceis, esta forma de definir objetivos parece boa.

Entretanto, é preciso estar ciente que, muitas vezes, ao ficar do mesmo tamanho, pode-se estar perdendo participação no mercado. O mercado pode estar crescendo e os concorrentes certamente avançarão. Recuperar o terreno de-pois será bastante difícil.

Mas, como fugir da tentação de apenas projetar o próximo ano a partir do passado? A resposta é: seja arrojado! Estabeleça objetivos ambiciosos! Crie uma Intenção Estratégica que vá além do próximo ano. Este é o primeiro passo para voltar a crescer substancialmente. Trans-forme a Intenção Estratégica em uma obsessão que traga consigo um objetivo arrojado. Mas evite os objetivos simplesmente numéricos. Eles são uma conseqüência. Em vez disso, materialize o objetivo. Eleja um alvo, uma meta, que todos na empresa possam compreender e se envolver. Você pode estabelecer, por exemplo, um desafio do tipo “ser maior do que ...”

A Intenção Estratégica dá consistência para as ações de curto prazo e, ao mesmo tempo, permite a avaliação e o aproveitamento das oportunidades que surgem. Ela captura a essência da vitória. Veja a Coca-Cola: sua Intenção Estratégica é a de colocar uma Coca ao alcance de cada consumidor do mundo. 

Mais que uma grande ambição, o conceito de Intenção Estratégica inclui: direção, foco, motivação, espaço para a contribuição dos indiví-duos. Sustenta o entusiasmo e orienta no em-prego dos recursos. Lembre-se que as ambições podem ser muito maiores que os recursos e capacidades hoje disponíveis. Isto força a empresa a ser mais criativa e a fazer o máximo dos recursos limitados. Ocorrerá, assim, um desequilíbrio entre a ambição e os recursos e este desafio poderá ser vencido construindo-se sem-pre novas vantagens competitivas.

As ações operacionais de curto prazo, vitais para a empresa, devem ser orientadas pela In-tenção Estratégica. O raciocínio é: “o que de-vemos fazer de diferente hoje para atingirmos nosso objetivo futuro”. Sem um objetivo ambi-cioso o crescimento fica dependendo apenas do acaso. Um objetivo arrojado potencializa a habilidade dos administradores em agregar esforços das pessoas em uma única direção que realmente valha a pena.

Como o caminho a percorrer é longo e a visibilidade das pessoas normalmente só vai até o curto prazo, a melhor forma de conduzir o processo é apresentar sempre desafios curtos. Em um ano o desafio poderia ser a qualidade, no outro a satisfação do cliente e assim por di-ante. Com isso, ganha-se sempre novas vantagens competitivas.

A essência da estratégia está em criar as vantagens competitivas de amanhã mais rápido do que seus concorrentes possam imitar as que você tem hoje. O objetivo da estratégia é criar novos espaços que aproveitem as forças da empresa. Segmentos em ebulição trazem grandes oportunidades para as empresas ambi-ciosas redesenharem o mapa a seu favor, desde que pensem além dos limites tradicionais do seu negócio. 

Tomemos aqui o caso da Honda. Ela definiu sua Intenção Estratégica como: “ser uma segunda Ford - uma pioneira na indústria automobilística”. Ela começou com produtos que não interessavam aos líderes de mercado e os seus concorrentes não perceberam sua Intenção Estratégica e sua competência crescente em motores. Mesmo quando a Honda vendeu motos de 50cc para os Estados Unidos, já fazia bicicletas de corrida na Europa, montando as habilidades em design e tecnologias que seriam necessárias a uma expansão dos negócios relacionados a mo-tos. Em motocicletas ela desenvolveu também uma ótima relação peso / tamanho / potência, que aplicou posteriormente nos automóveis, com muito sucesso.

Reflita sobre isso. Defina grandes objetivos e tenha muito sucesso!

Lidando com o excesso de oferta

Todos nós, envolvidos com empresas, sabemos que algo novo ronda o mercado. Percebemos que a competitividade está muito maior e que está muito mais difícil vender. Pesquisas feitas pela Young & Rubican revelaram o seguinte:

 

a) O mercado mundial conviveu até o final da década de 80 e principalmente após a Segunda Guerra Mundial, com uma economia de forte demanda, ou seja, de maneira geral havia mais compradores do que oferta. Era mais fácil vender, ou menos difícil.

 

b) A partir da década de 90, no Brasil a partir de 1994, o mundo está vivendo o período de excesso de oferta, ou seja, existe uma concorrência brutal em todos os mercados. Para qualquer produto/serviço que você comercialize, existe uma grande quantidade de concorrentes e os lançamentos são copiados, em média, em 15 dias.

 

Estas conclusões tem que nos levar a algumas reflexões. Saber o “porque” foi importante, porém, muito mais importante é saber “como” sairemos desta situação.

 

Aqui vão algumas dicas:

 

1- Reúna as cabeças pensantes da empresa e organizadamente discuta estas questões.

 

2- Se estamos vivendo, de maneira geral, pela primeira vez uma situação totalmente nova de mercado, as fórmulas de sucesso que valeram por quase um século, agora estão sob suspeita. A solução passa por novas alternativas, passa por uma nova visão de mercado e principalmente pela necessidade de desaprendermos algumas coisas, ou seja, temos que perder o hábito de adotar sempre as mesmas soluções. Temos que conhecer o que há de novo, para então optar pelo que achamos adequado.

 

3- O cliente é que tem razão. Acredite nisto. Agora, com excesso de oferta, indiscutivelmente isto é verdadeiro e decisivo.

 

4- A marca que representa uma relação de confiança, de pleno atendimento, de respeito, de especialização, passou a ser fundamental na decisão de compra. Esqueça aquele conceito antigo de marca registrada, onde apenas o logotipo era discutido.

 

5- A estratégia é que vai decidir o seu futuro. Não fuja desta responsabilidade. Esqueça, por alguns momentos do seu dia, os números. Eles são conseqüência e não a razão do seu sucesso. Planeje suas ações, desperte aquela capacidade de descobrir oportunidades e desenvolva-a cada vez mais.

 

6- Anime-se, você é competente e tem todas as condições de continuar crescendo e ter mais lucros. O que você precisa é passar a pensar mais estrategicamente. Para quem agir desta forma, o mercado está repleto de oportunidades e a globalização não é uma ameaça, é o mundo à sua disposição.

 

7- Leia nossos informativos mensais, pois questões como competências essenciais, posicionamento da empresa no mercado, foco, personalização em massa, e outras, que a Ênfase vem escrevendo há quase um ano, passam a ser muito mais importantes.

               

Nós, da Ênfase, há muito tempo nos especializamos em estratégia, em planejamento estratégico e em competitividade. Nossos informativos mensais comprovam isto. Em nossa metodologia de trabalho todos os conceitos modernos, já comentados nos informativos mensais e outros mais, são repassados às empresas, em forma de apresentação oral e em apostilas, criando excelentes condições para que as empresas possam discutir o seu futuro com embasamento. Gostaríamos de ter a oportunidade de poder apresentar-lhe nossos produtos. Conte conosco.